terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Uma lembrança momentânea

Bem, eu pensei em uma boa forma de começar a falar sobre o que lembrei e deduzi que seria mais interessante iniciar com a mesma pergunta que me veio naquele instante: "Não é engraçado como, depois que crescemos,as ruas parecem menores?".
             Agora a pouco estive eu novamente passando por uma rua cujo a infância vivi, e embora completamente distinta do que fora naqueles longínquos dias, algo a conservara inteiramente igual em minha memória  reconheci as casas, inclusive a que morei, como se delas emanasse uma aura imutável, paralisou-me por alguns instantes aquele calçamento bruto e tosco, e senti uma súbita saudade da terra que jamais poderia eu voltar a tocar, posto que sufocada estava agora ela por baixo daquelas pedras que lembram hoje as pedras que envolvem meu 'coração'. Repentinamente, como que por reflexo involuntário levo minha visão ao chão e vejo meus pés, agora pequenos, descalços na terra molhada e nesse momento, uma bola rola em minha direção, não sei o que fazer até ser aconselhado por gritos infantis: "chuta a bola Mailson, chuta logo.", ergo os olhos e me vejo novamente naquele terreno baldio rodeado de amigos, vejo o Thiago, o Alisson, O Bruno, A Rayanne, todos jovens, exatamente do  ultimo modo que me lembro. os sentidos afloram, a visão já explicada, a audição percebe o canto dos pássaros, o vento nas arvores cantando na mangueira, velha o olfato sentia novamente o cheiro  das flores que sempre levava no fim de tarde pra minha vó, e o da terra meio molhada, que sempre levava para o banheiro nos meus pés e corpo ao fim do dia, o tato sentia saudosamente as folhas e os gravetos secos daquele magico lugar...e o paladar?... bem, o paladar sentia o gosto da saudade, da saudade do melhores dias da minha infância, os melhores cinco minutos da minha vida.


by: me, Mailson...

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