Minha mocidade não se foi assim como a tua meu amigo
Mas também se foi assim por certo "adeus"
E na mocidade desta minha vida sem nenhuma das três irmãs, onde nenhum gênio jamais voou pelo infinito, exceto Minh’ alma à sombra das tuas fantasiosas e voluptuosas palmeiras.
Nessa mesma mocidade fumei cigarros filados na nossa escola, fumei com a lua suas nuvens e não fui castigado por Nini nenhuma, é tarde, realmente é muito tarde.
Para clarear o templo, para refazer a trança,
Nesta mesma mocidade fui cavaleiro sem nobreza beijando mulheres sem véus, no toro lúbrico que disseste.
E nessa mocidade descobri os prazeres da derrota
Enfeiticei-me com a loucura
Cultuei mais de três amores, os impossíveis.
Sacrifiquei-me por uma utopia de espanhola
Na mocidade desta minha vida
Entorpeci-me com o gozo
Embriaguei-me com a soberba
Tive sonhos embalados por teu hino
Machuquei-me com a incerteza
Abandonei a rotina
Não liguei para a avareza
Na mocidade da vida
Lacei-me nas fitas d'uma princesa
Fui poeta sem rimas
Monarca sem riquezas
Um artista sem sua obra
Na duvida apoiei minha certeza
Na mocidade da vida ainda...
Entreguei-me ao precipício
Esbarrei na impureza
Senti a chuva no rosto
Mergulhado na tristeza...
...não cheguei são a velhice,
Tudo talvez por um simples "adeus"
De um simples “Tereza”
POR: Mailson Constantino Dos Santos
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